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Você sabe como funciona o aumento nas tarifas da conta de luz?

Você sabe como funciona o aumento nas tarifas da conta de luz?

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As tarifas de energia estão sofrendo oscilações e você não sabe identificar a razão? A melhor maneira para não ser pego de surpresa é conhecer os componentes que geram o aumento na conta de luz.

E o primeiro passo é entender que as regras de tarifação são estabelecidas no momento da assinatura da concessão, negociada entre as distribuidoras e o Governo, que detém a titularidade do serviço.

Mudanças climáticas e outros fatores também influenciam a conta final que chega à sua casa. Conheça os principais deles e como evitar o impacto no bolso.

Reajuste anual

O ajuste é aplicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de acordo com uma fórmula prevista no contrato de concessão, que considera itens como o custo da distribuição da energia e o índice de inflação medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), chamado de IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

O objetivo é manter o equilíbrio monetário da concessionária, para evitar que os serviços prestados aos consumidores sejam comprometidos.

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Bandeiras tarifárias

Nesse sistema, as cores das bandeiras informam se haverá aumento na conta. O mecanismo foi criado para avisar aos consumidores quando as geradoras terão mais gastos para a produzir energia em um determinado período, tornando o consumo mais caro.

Um bom exemplo é quando há baixo volume de chuvas e as hidrelétricas não conseguem gerar energia suficiente, sendo necessário acionar as usinas termelétricas para bancar a produção que falta.

As bandeiras tarifárias são:

Bandeira verde

Indica que os gastos com geração de energia estão equilibrados e não há necessidade de aumento nas contas de luz.

Bandeira amarela

Assim como no semáforo, essa cor quer chamar a atenção do consumidor. Ela aponta que os custos com a distribuição de energia estão começando a aumentar. Nessa bandeira, a tarifa já sofre um acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Bandeira vermelha

O alerta vermelho registra que o custo de distribuição está alto, sendo classificado em dois patamares. Para o patamar 1, a tarifa sofre um acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh. Já no patamar 2, ela aumenta em R$ 5 a cada 100 kWh.

Revisão a cada quatro anos

Uma revisão de tarifa periódica também é regida pelo contrato de concessão. Nesse acordo, a Aneel avalia o nível eficiente dos gastos em operação e a despesa realizada com investimentos para a melhoria do serviço.

Outros aumentos

Além destes fatores, outros acréscimos podem influenciar a conta de energia. Em negociação de 2017, por exemplo, a Aneel repassou aos consumidores uma indenização de R$ 62,2 bilhões. Esse montante vai recompensar as concessionárias por investimentos e ajustes na rede elétrica, e será cobrado nas contas de energia até 2024.

O baixo nível dos reservatórios nas usinas hidrelétricas forçando a compra de energia mais cara também pode gerar uma aumento inesperado nas contas de luz, como o que pode acontecer agora em novembro de 2019.

Cuidados para poupar energia

Para evitar que esses aumentos afetem tanto as finanças familiares, é necessário ter alguns cuidados, principalmente com os eletrodomésticos, que são os maiores “puxadores” de energia. Mesmo que seja quase impossível imaginar a vida sem eles hoje em dia, você pode utilizá-los de forma mais eficiente. Atenção a essas dicas:

  • Verifique se a vedação da geladeira está funcionando perfeitamente;
  • Espere a roupa suja acumular para utilizar menos vezes a máquina de lavar;
  • Evite dormir com a televisão ligada;
  • Não se acostume com o ar-condicionado – utilize-o apenas quando necessário.

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